quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Crítica: O Mestre dos Gênios

O Mestre dos Gênios
(Genius)
Data de Estreia no Brasil: 22/09/2016
Direção: Michael Grandage
Distribuição: Roadside Attractions


       Com estréia prevista para 22 de setembro, Genius chega aos cinemas brasileiros trazendo um bálsamo para os apreciadores da literatura canônica norte-americana. O filme agrega em si, um propósito multi-biográfico que abraça as trajetórias do editor Max Perkins (Colin Firth) e do clássico autor Thomas Wolfe (Jude Law), tangenciando personalidades como Ernest Hemingway (Dominic West) e F. Scott Fitzgerald (Guy Pearce). Nicole Kidman, que já havia retratado Martha Gelhorn, esposa de Hemingway, anteriormente, troca de companheiro e encarna Aline Bernstein, companheira de Wolfe.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Crítica: "Sete Homens e um Destino"

Sete Homens e um Destino
(The Magnificent Seven)
Data de Estreia no Brasil: 22/09/2016
Direção: Antoine Fuqua
Distribuição: Columbia Pictures


         "Os Sete Samurais" não só é comumente considerado um dos maiores filmes de todos os tempos, mas é também um dos principais responsáveis pela criação do gênero "ação" no cinema. O amado filme do diretor Akira Kurosawa foi lançado em 1954 e 6 anos depois recebeu um remake, o também aclamado "Sete Homens e um Destino", que transportava a história do Japão do século XVI para o velho oeste. Portanto, esta nova parceria entre o diretor Antoine Fuqua e Denzel Washington é o segundo filme de 2016 (o outro foi "Ben-Hur") a fazer um remake de um remake. Nos dois casos, o resultado final não é lá muito diferente.

Crítica: "Boi Neon"

Boi Neon
Drama
Data de Estreia: 14/01/2016
Direção: Gabriel Mascaro
Distribuição: Imovision

         A recente polêmica envolvendo a não indicação do filme "Aquarius" como representante brasileiro no oscar fez com que todos os cinéfilos voltassem seus olhos não somente para a obra soberba de Kléber Mendonça Filho, mas também para todos os outros pré indicados que haviam feito algum barulho no decorrer do ano. Assim, alguns filmes que estrearam sem cabine de imprensa e sem um número abastado de salas de cinema acabaram passando batido para as nossas críticas. Agora escrever sobre estes filmes é mais importante do que nunca, visto que para julgar se realmente Aquarius era o melhor filme brasileiro do ano é preciso que apresentemos nossa própria visão dos outros concorrentes - não que isso reduza o caráter de revanchismo político que a indicação de “Pequeno Segredo” representa, já que o filme com Sonia Braga era a nossa melhor chance em anos de ganhar um prêmio da academia. Continua sendo uma decisão estúpida com um auto grau de repressão-. Em meio a todo esse transtorno ideológico, dois filmes se retiraram da competição em nome do filme de Mendonça Filho, um deles é este excelente e metafórico “Boi Neon”.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Crítica: "Hardcore: Missão Extrema"

Hardcore: Missão Extrema
(Hardcore Henry)
Ação
Data de Estreia no Brasil: 04/08/2016*
Direção: Ilya Naishuller
Distribuição: Diamond Filmes



A originalidade de "Hardcore: Missão Extrema" (a partir de agora somente "Hardcore") e seu alto grau de entretenimento estão diretamente ligados a seus defeitos. Produzido como uma grande sequencia de ação retirada totalmente de missões de jogos de vídeo games, o longa abraça sua origem sem qualquer receio para criar sequencias de ação visualmente impressionantes que nos guiam por uma história de personagens sem qualquer profundidade, mas com uma funcionalidade indiscutível mostrando que todos os defeitos e os acertos do filme são minuciosamente pensados e calculados pelos produtores em seus curtos, porém extremamente divertidos, 96 minutos de projeção.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Crítica: "Cães de Guerra"

Cães de Guerra
(War Dogs)
Data de Estreia no Brasil: 08/09/2016
Direção: Todd Phillips
Distribuição: Warner Bros.


         Antes de mais nada, gostaria de expressar minha satisfação com a tradução literal do título em inglês, uma vez que sua proposital estranheza diz muito sobre a história e sobre o que é de fato o filme. Uma das histórias baseadas em fatos reais mais absurdas que eu já vi, o filme narra os esforços de David Packouz (Miles Teller) e Efraim Diveroli (Jonah Hill), dois jovens da comunidade judaica de Miami que entram no aquecido mercado de venda de armamentos para o exército norte-americano. Em guerra contra o Iraque no período em que a história do filme se passa (2005 - 2008), o governo de Bush lança milhares de licitações em um site na internet procurando negociantes para armar e equipar seus soldados. Enquanto as grandes companhias entram no jogo em busca dos grandes contratos, a empresa de David e Efraim vão atrás das licitações pequenas, "as migalhas que em conjunto formam uma torta inteira" como diz Efraim.

domingo, 4 de setembro de 2016

Não Viu? Eu Recomendo! - "O Som ao Redor"

O Som ao Redor
Drama
Direção: Kleber Mendonça FIlho
Disponibilidade: Netflix/Download/Online

Por Obi-Wan

     Dirigido pela mesma mente responsável por "Aquarius", "O Som ao Redor" foi a seleção oficial do Brasil para a categoria de melhor filme em língua estrangeira no Oscar de 2014. Apesar de não ter conseguido a tão almejada indicação, o filme chamou muita atenção tanto no Brasil quanto fora. A temática de "O Som ao Redor" e o estilo visual elaborado por Kleber Mendonça Filho fazem deste um filme único, que soa diferente de qualquer outra coisa que você já tenha visto. Sem ter uma trama exatamente bem delimitada, o filme é estruturado em "partes" que mais parecem capítulos de um livro. Cada sequência de "O Som ao Redor" dedica-se ao desenvolvimento de um personagem e de uma vivência em um bairro nobre no Recife.

Crítica: "Aquarius"

Aquarius
Drama
Data de Estreia: 01/09/2016
Direção: Kleber Mendonça Filho
Distribuição: Vitrine Filmes



Parte 1: O Filme de Clara

Ancorado num estudo de personagem que por sua vez se estrutura a partir de uma trama bem definida daquele que é o principal motor do cinema, o conflito, Aquarius apresenta uma história de antagonismos complexos que, é claro, tendem para a protagonista do longa: Clara. Estudando a forma como a memória se projeta em objetos do nosso cotidiano nas mais variadas formas, a abordagem do longa é genial já que, para estudar a vida e a psique de uma personagem, este se constrói solidamente dentro de metáforas sócio-políticas que fazem com que o próprio longa transcenda em significado, se tornando um objeto que é a própria projeção de um Brasil atual.

sábado, 3 de setembro de 2016

Crítica: "O Roubo da Taça"

O Roubo da Taça
Data de Estréia: 08/09/2016
Direção: Caito Ortiz
Distribuição: Paris Filmes


         Todo brasileiro conhece esta história. Como o próprio filme conta em seus minutos iniciais (de maneira bastante efetiva, devo dizer), Jules Rimet era o nome da taça que a seleção campeã de uma Copa do Mundo conquistava. No entanto, o cobiçado troféu ficava sob a posse do país campeão somente até a próxima copa. Só levaria definitivamente a taça a seleção que conquistasse o torneio pela terceira vez seguida. O Brasil atingiu tal feito em 1970, com o famoso time formado por Pelé, Carlos Alberto e companhia. Dessa forma, a taça foi para a sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) no Rio de Janeiro. O filme conta a famosa história dos responsáveis pelo roubo da Jules Rimet no fim de 1983.

Crítica: "O Sono da Morte"

O Sono da Morte
(Before I Wake)
Drama/Terror/Suspense
Data de Estreia no Brasil: 01/07/2016
Direção: Mike Flanagan
Distribuição: Playarte Filmes



Dentro de "O Sono da Morte" há um drama psicológico com um forte poder de suspense e que demonstra leves traços de um brilhante filme. Porém, dentro do mesmo longa há um filme de terror que, com uma premissa interessante e com potencial de inventividade, acaba apostando em rostos distorcidos com buracos no lugar dos olhos que são tão clichês quanto o habito dos mesmos de assustar os personagens ao surgir atrás destes com gritos ensurdecedores. Ou seja, se por um lado há sim um clima de tensão construído de maneira eficiente pelo argumento e por uma ambientação predominantemente noturna, por outro o longa falha justamente no gênero no qual este se vende - e, levando em consideração que o público alvo são os fãs de filmes de terror, isto demonstra a fragilidade da produção.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Crítica: "Star Trek: Sem Fronteiras"

Star Trek: Sem Fronteiras
(Star Trek Beyond)
Data de Estreia no Brasil: 01/09/2016
Direção: Justin Lin
Distribuição: Paramount Pictures


          Há 7 anos atrás J. J. Abrams fez o que parecia impossível: dirigiu um excelente reboot de uma das mais antigas e amadas franquias de ficção-científica e da cultura pop em geral. "Star Trek" (2009) conseguiu a façanha de ser um grande sucesso de crítica, agradando o exigente grupo dos trekkies, bem como conquistando um novo público (eu, por exemplo) para a franquia. O filme não foi, entretanto, um estrondoso sucesso de bilheteria, marca também não atingida pela sequência de 2013. Com a saída de J. J. Ambras da cadeira de diretor, a Paramount tomou a decisão de trazer para a continuação o diretor de um estrondoso sucesso de bilheteria "Velozes & Furiosos 6" (2013). O primeiro trailer preocupou muito os fãs por tentar buscar atingir um público mais amplo destacando o nome de seu novo diretor e dando a impressão de ser apenas mais um filme de ação genérico, com a única distinção de carregar a insígnia da Federação.